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Nós somos São Paulo – um manifesto pela solidariedade

junho 14, 2013

Tivemos uma grande vitória no Rio de Janeiro: cerca de 10 mil pessoas caminharam da Candelária até a Cinelândia pela Avenida Rio Branco. Ocupamos o coração do Rio de Janeiro. Na Cinelândia, a empolgação tomou conta e resolvemos levar a marcha até a Assembléia Legislativa. Ocupamos a sede do poder político da cidade.

ALERJ tomada

Nos prédios da Rio Branco e da Avenida Porto Alegre, várias pessoas nos apoiavam jogando papel picado das janelas. No Teatro Municipal, duas mulheres uniformizadas, provavelmente trabalhadoras do lugar, acenavam e pulavam no ritmo da nossa cantoria.

O povo na Rio Branco

Até alcançarmos a Avenida Presidente Antônio Carlos, tudo estava na paz. Foi nesta avenida que o Choque se posicionou atrás de nós. E esse é o problema. A mera presença do Choque já exalta os ânimos. As pessoas ficam nervosas e qualquer barulho já leva a uma correria. Mesmo assim, conseguimos manter a calma e passar pelo caminho onde nos reprimiram com violência na última segunda-feira. Fizemos a bela ocupação das escadarias da Alerj.

Cansada, mas muito feliz e orgulhosa, resolvi ir pra casa, imaginando que a multidão se dispersaria ali. A felicidade acabou quando vi as notícias: porrada cantando na Avenida Presidente Vargas e carnificina em São Paulo.

Vou falar mais sobre o Rio, é claro, pois é onde estou. Nesta manifestação, ficou claro que o que CAUSA confusão é o Batalhão de Choque. Nós seguimos por duas horas, cercados por um cordão de oficiais da PM que escoltava a manifestação pela Rio Branco. Dos quatro atos realizados no Rio de Janeiro, eu estive presente em três. Em nenhum deles houve qualquer depredação ANTES da ação do Choque. Eles nunca chegam para conter as manifestações, eles chegam para dar um castigo exemplar para quem ousa levantar a voz contra injustiças. É o braço armado do Estado tentando nos calar na marra.

O ato mais violento que presenciei até agora foi o de segunda passada. Por isso, digo que somente alguém que nunca teve o Choque apontando armas pra você fica escandalizado com as ações dos manifestantes. Eu sou grata. Não concordo com a depredação de patrimônio histórico. Mas graças às pessoas que ficaram para trás jogando pedras no batalhão e fazendo barricadas, a maioria conseguiu sair ilesa da Primeiro de Março. Sou grata a quem se colocou na linha de tiro pelos outros.

É bom falar que havia uns 5 policiais do Batalhão de Choque montados a cavalo escondidos atrás da Alerj. A intenção era claramente fazer uma emboscada caso as pessoas corressem para a Praça XV se houvesse algum problema.

A intenção da polícia SEMPRE é atacar. Manifestantes se defendem como podem.

 

Já em São Paulo, no último dia 13, foi a coisa mais triste e desesperadora que já vi na vida. Foi a barbárie em estado puro com a conivência de todas as esferas do governo: municipal, estadual, federal. Todos os relatos que vêm de lá são terríveis, de partir o coração.

É por isso que cada vez mais as pessoas precisam sair às ruas no país inteiro. Porque esta luta já se nacionalizou – e não tem mais volta. Nós precisamos ser solidários: sair às ruas servirá para dar força aos manifestantes de SP, pois eles saberão que não estão sozinhos. Vamos mostrar que o Brasil está com eles nesta luta e que não vamos aturar o autoritarismo e a barbárie calados. Nós estamos com eles nesta luta, dando força, apoiando.

NÃO É HORA DE RECUAR!
Nós somos São Paulo!

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