Skip to content

Dia Internacional da Luta das Mulheres

março 8, 2013

mujer

O dia internacional da mulher foi instituído pela ONU em 1977. Que ainda hoje seja comemorado significa como a sociedade anda lentamente em direção a um caminho mais justo e igualitário.

Em pleno ano de 2013, ainda não temos nossos direitos reprodutivos garantidos. Ainda somos discriminadas no local de trabalho. Ainda somos inteiramente responsáveis por afazeres domésticos. Ainda ganhamos menos do que nossos colegas pelo mesmo cargo. Ainda temos nossa sexualidade controlada e nosso corpo, violado. Ainda somos responsabilizadas pela violência que sofremos. Ainda somos mortas pelos nossos companheiros. Negras, ainda somos invisíveis. Trans, sofremos o dobro, o triplo do preconceito. Ainda fazem questão de nos lembrar, a todo momento, que nossa aparência vale mais do que nossas ideias, pois nosso papel no mundo é enfeitá-lo.

Ainda assim, apesar de todas as críticas (pertinentes), como a pouca atenção dada ao longo da história às mulheres negras que não são de classe alta, eu gosto de chamar as conquistas feministas de revolução das mulheres. Afinal, é difícil pensar em outro movimento social que em tão pouco tempo ganhou tantas batalhas. Só pra dar uma ideia:

“(…) somente no ano de 1943 que a legislação brasileira concedeu permissão para a mulher casada trabalhar fora de casa sem ‘autorização expressa do marido’. A situação de dependência e subordinação das esposas em relação aos maridos estava reconhecida por lei desde o Código Civil de 1916. Neste código, o status civil da mulher casada era equiparado ao ‘dos menores, dos silvícolas e dos alienados’, ou seja, ‘civilmente incapaz’.”

Há pouco mais de cinco décadas, éramos civilmente incapazes que precisavam de autorização expressa do marido para trabalhar fora. Hoje, mal dá pra aceitar que uma coisa dessas seja dita em voz alta.

Com isso, busco reforçar apenas uma coisa: é através da luta que deixaremos o machismo ainda mais obsoleto. Não é pedindo favores, não é ignorando aquilo que nos incomoda, não é esperando a boa-vontade dos ditos representantes do povo. É ocupando espaços, levantando a voz, nos fortalecendo.

Falta muita coisa e, às vezes, bate uma desesperança. Mas o backlash é a reação esperada à luta. É o patriarcado flexionando os músculos e tentando mostrar quem é que manda.

Mas, para desespero dos conservadores, não aceitaremos o retrocesso.

Parabéns, mulheres, pela nossa luta. E que tenhamos força para continuar: pelas vítimas de estupro coletivo na Paraíba, pelas vítimas da banda New Hit, pelas vítimas de estupro coletivo na Índia, por Eliza Samúdio, por Maria da Penha. Por tod@s.

ser feliz

Anúncios
4 Comentários
  1. brunnaarrais permalink

    Machistas que se cuidem. Não vamos tolerar mais opressão.
    Tod@s juntas contra o patriarcado =)

  2. Bruno S permalink

    Ótimo texto para o dia.

    É só na luta que se avança. E se a reação se arma, é porque teme o revolucionario.

    p.s. 1943 foi há 7 décadas.

  3. Maravilha de texto!
    Que o povo perceba que essa é uma data de luta.

    Abç,
    Rosa Amarela.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: